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CARBAMAZEPINA

Uso: monitoramento de adequação terapêutica, eficácia, possível toxicidade e acerto de dose para uso de carbamazepina.
A carbamazepina é um dos mais populares agentes antiepiléticos em uso na atualidade, sendo utilizada em epilepsia, controle de dor neurogênica, neuralgia trigeminal e neuropatia diabética, além de uso documentado em distúrbio bipolar e outras doenças psiquiátricas e neurológicas.
Em relação toxicidade, existem sintomas associados sua concentração (distúrbios de visão, ataxia, cefaléia, sonolência, zumbido, etc.
).
As concentrações plasmáticas atingem pico 6 horas após a ingestão.
A droga induz as enzimas que a metabolizam (auto-indução).
Seu metabolismo é hepático, e seu clearence aumenta com o tempo (de 25-40 horas no início para 15-25 horas em torno de 4 semanas).
Sua ingestão pode causar leucopenia e discrasias medulares, além de hipersensibilidade, hiponatremia, osteomalacia e efeitos cardíacos.
O efeito indutivo da droga interfere com a maioria das drogas de metabolismo hepático, fazendo com que deva haver adequação de dose de outros medicamentos quando em uso de carbamazepina.
Valores aumentados: uso concomitante de drogas que inibam o sistema citocromo p450, como izoniazida, fluoxetina, propoxifeno, verapamil, danazol, cimetidina, eritromicina, lítio e ácido valpróico, entre outras.
Valores diminuídos: uso concomitante de outros medicamentos que induzam o sistema citocromo p450, além da falta de cooperação do paciente em tomar, devido aos efeitos colaterais.
Normalmente não há carbamazepina detectável no soro de pessoas que não fazem uso da droga.