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CAPACIDADE LATENTE DE LIGAÇÃO DO FERRO

O ferro participa de uma variedade de processos vitais no organismo, desde os mecanismos de oxidação celular ao transporte e alimentação de oxigênio para as células do organismo. É um elemento constituinte das cromoproteínas transportadoras do oxigênio, hemoglobina e mioglobina, bem como de várias enzimas, nomeadamente citocromo oxidase e peroxidases. O restante do ferro no organismo está presente nas flavoproteínas, nas proteínas enxofre-ferro, bem como no ferroferritina de armazenamento e no transporte de ferro-transferrina. A concentração medida de ferro no soro é principalmente a fixação de Fe(III) com transferrina de soro e não inclui o ferro existente no soro como hemoglobina livre. Visto que apenas habitualmente um terço de sítios de fixação de ferro de transferrina são ocupados por Fe(III), a transferrina de soro possui uma considerável reserva de capacidade de fixação de ferro. A isto se chama a capacidade de fixação do ferro, não saturada ou latente, no soro. As medidas de UIBC podem ser utilizadas em associação com a concentração de ferro no soro para obter a capacidade de fixação de ferro total (TIBC) i.e., a concentração máxima de ferro que as proteínas de soro, sobretudo a transferrina, podem fixar. A TIBC é reduzida em infecções crônicas, malignidade, no envenenamento por ferro, doença renal, nefrose, Kwashiorkor e talassemia. As causas comuns para um aumento da TIBC incluem a anemia por deficiência de ferro, gravidez tardia, contracepção oral e hepatite vírica.